(19) 99479-3617 contato@dnsdatacenter.com.br R. Adelino de Abreu, 289 — Jardim São Marcos
Seg–Sex · 08h–18h
Normas

Normas de cabeamento estruturado: NBR 14565, TIA-568 e ISO/IEC 11801

Cabeamento estruturado é o sistema de cabos, conectores e distribuidores de uma rede — projetado como uma infraestrutura única, permanente e organizada, ao invés de cabos passados "sob demanda" cada vez que um ponto de rede é necessário. Seguir uma norma de projeto é o que garante que esse sistema funcione de forma previsível por 10 a 15 anos, suporte upgrades de velocidade e não vire um emaranhado impossível de rastrear.

As três normas que se completam

No Brasil, um projeto sério de cabeamento estruturado converge três referências:

  • ABNT NBR 14565 — a norma brasileira, que adapta os princípios internacionais à realidade local e é a referência formal em projetos executados no país;
  • ANSI/TIA-568 — o padrão norte-americano, historicamente o mais adotado pela indústria de cabos e conectores, com as especificações técnicas e metodologias de teste que a norma brasileira incorpora;
  • ISO/IEC 11801 — o padrão internacional, cujas categorias de desempenho de cabo a NBR 14565 também adota.

Na prática, isso significa que um cabeamento projetado segundo a NBR 14565 é compatível com equipamentos e certificações usados no mundo inteiro — não é uma norma "paralela".

Os subsistemas do cabeamento estruturado

A NBR 14565 organiza toda a infraestrutura de um edifício em sete subsistemas funcionais:

  • Área de Trabalho — o ponto final, onde o usuário se conecta (normalmente com no mínimo duas tomadas de telecomunicações por posição);
  • Cabeamento Horizontal — liga a área de trabalho à sala de telecomunicações do andar, com cabos de par trançado (UTP/FTP/STP) ou fibra óptica;
  • Ponto de Consolidação e Ponto de Transição — elementos opcionais que dão flexibilidade a ambientes que mudam de layout com frequência;
  • Sala de Telecomunicações — abriga os distribuidores de piso e equipamentos ativos, com requisitos próprios de climatização, energia e aterramento;
  • Cabeamento Vertical (Backbone) — a "espinha dorsal" que interconecta as salas de telecomunicações entre si, tipicamente em fibra óptica;
  • Sala de Equipamentos — o núcleo da infraestrutura crítica, com climatização de precisão, UPS e controle de acesso;
  • Ponto de Entrada — onde os serviços externos (operadoras) chegam ao edifício, com proteção contra surtos e aterramento dedicado.

A regra dos 100 metros

Todo o trecho em cobre entre o distribuidor de piso e o equipamento do usuário é limitado a 100 metros no total — sendo até 90 m de cabeamento fixo (permanent link) mais até 10 m somados de patch cords nas duas pontas. Esse limite não é arbitrário: é o ponto em que a atenuação do sinal elétrico em par trançado começa a comprometer a integridade dos dados nas velocidades mais altas. Projetos que ultrapassam esse limite normalmente precisam de fibra óptica ou de um ponto de distribuição intermediário.

Categoria (TIA) e Classe (ISO): dois nomes para o mesmo desempenho

Um ponto que gera confusão: a TIA classifica cabos por Categoria (Cat5e, Cat6, Cat6A...) e a ISO/IEC 11801 classifica o link completo por Classe de desempenho (D, E, EA, F...). São visões do mesmo conjunto de parâmetros — atenuação, perda de retorno, paradiafonia (NEXT) — vistas por ângulos diferentes:

Classe (ISO/IEC 11801)Categoria de cabo (TIA) equivalente
Classe DCat5e
Classe ECat6
Classe EACat6A
Classe F / FACat7 / Cat7A

Detalhamos as diferenças práticas entre essas categorias — e qual escolher em cada projeto — no próximo artigo.

Precisa de ajuda com esse tema no seu projeto?

A DNS Data Center projeta, instala e mantém a infraestrutura crítica da sua operação — fale com um especialista.

Solicitar orçamento
Continue lendo

Outros artigos